O governo avalia uma alíquota extra para MEIs que ultrapassam o limite de faturamento, evitando o desenquadramento. Saiba o que muda!

Governo pode criar alíquota extra para MEIs que faturam mais

O governo avalia uma alíquota extra para MEIs que ultrapassam o limite de faturamento, evitando o desenquadramento. Saiba o que muda!



O governo estuda a criação de uma alíquota extra para microempreendedores individuais (MEIs) que ultrapassarem o limite anual de faturamento sem que precisem ser desenquadrados da categoria. A proposta surge como uma alternativa para tornar a transição entre regimes tributários mais gradual e menos impactante para pequenos empreendedores.

Atualmente, o MEI que excede o teto permitido precisa migrar para outra categoria empresarial, o que pode significar um aumento significativo na carga tributária. A medida em estudo busca evitar esse impacto imediato, permitindo que o MEI pague um valor adicional ao invés de ser automaticamente desenquadrado. Mas o que muda, na prática, para quem já atua como microempreendedor?

Como funciona o regime tributário do MEI atualmente

O MEI foi criado para formalizar pequenos empreendedores, oferecendo um modelo de tributação simplificado e com custos reduzidos. Atualmente, os MEIs pagam um valor fixo mensal por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que inclui impostos como o INSS, ICMS e ISS, variando conforme o setor de atuação.

O faturamento anual permitido para um MEI está limitado a R$ 81 mil. Se o empreendedor ultrapassar esse valor em até 20%, há a opção de pagar o DAS complementar. No entanto, caso o faturamento seja ainda maior, o MEI precisa migrar para a categoria de Microempresa (ME), estando sujeito à tributação do Simples Nacional e outras obrigações fiscais.

A proposta do governo: alíquota extra para MEIs que faturam mais

O governo estuda uma forma de permitir que o MEI continue na categoria mesmo ao ultrapassar o limite atual, desde que pague uma taxa adicional proporcional ao valor excedente. Essa alíquota extra funcionaria como um regime intermediário, reduzindo o impacto da transição para a microempresa.

Embora os detalhes ainda não tenham sido definidos, espera-se que a alíquota extra seja aplicada progressivamente, ou seja, quanto maior o faturamento acima do limite, maior a porcentagem cobrada. Isso evitaria um salto tributário abrupto e incentivaria a formalização de mais empreendedores.

Impactos para os microempreendedores individuais

Se implementada, a nova regra pode trazer tanto benefícios quanto desafios para os MEIs. O principal ponto positivo é a possibilidade de continuar no regime MEI mesmo com faturamento maior, sem necessidade de abrir uma microempresa e assumir mais custos com contabilidade e tributos.

Por outro lado, o pagamento de uma alíquota extra pode aumentar os encargos do pequeno empreendedor, reduzindo sua margem de lucro. Para muitos MEIs...

SOBRE O COLUNISTA

Igor Ribeiro

Com uma mente aberta e curiosa, Igor procura inspirar e engajar aqueles que compartilham do mesmo entusiasmo pelo novo, mostrando que a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas um universo de possibilidades ainda por descobrir.

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