- Ricardo Buzzo
- 22 de fevereiro de 2023, às 12:58
O Brasil vem passando por uma onda crescente de novos negócios, especialmente entre microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Nos primeiros oito meses de 2024, o país testemunhou a criação de 2,8 milhões de novos CNPJs, um reflexo claro do dinamismo do empreendedorismo brasileiro. Segundo dados da Receita Federal, analisados pelo Sebrae, julho foi o mês de maior destaque, com 378 mil novas empresas abertas, evidenciando o apetite do mercado por inovação e oportunidades.
Esse crescimento não é um fenômeno isolado, mas parte de uma tendência de fortalecimento das pequenas empresas, que são fundamentais para a economia. Pequenos negócios geram empregos, movimentam o comércio local e têm a capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado. Com o aumento da digitalização e a busca por soluções inovadoras, muitos empreendedores têm enxergado novas possibilidades de atuar em segmentos ainda pouco explorados.
Entre as novas empresas abertas, os MEIs lideram com 78% do total, somando 2,1 milhões de novos registros. Isso demonstra como o modelo de MEI tem sido uma porta de entrada acessível para empreendedores formais, principalmente em um cenário onde a formalização é incentivada. O MEI oferece inúmeras vantagens, como a possibilidade de emissão de notas fiscais, acesso facilitado ao crédito e enquadramento no Simples Nacional, o que reduz a carga tributária.
A simplicidade no processo de formalização, associada à baixa burocracia, é um dos grandes atrativos para quem decide empreender por meio do MEI. Contudo, vale ressaltar que, ao atingir um faturamento de até R$ 81 mil por ano, o empreendedor deve ficar atento à necessidade de expandir sua empresa para outro enquadramento, como microempresa (ME), para evitar problemas fiscais.
Além dos MEIs, também foram registradas 554 mil novas microempresas e 126,8 mil empresas de pequeno porte (EPP). Esses negócios, embora menores em comparação a médias e grandes corporações, representam uma parcela importante do mercado e têm a vantagem de serem altamente adaptáveis. Microempresas, por exemplo, possuem um faturamento anual de até R$ 360 mil, o que permite que os empreendedores mantenham um modelo de negócio simples, mas com possibilidade de crescimento sustentável.
Empresas de pequeno porte, por sua vez, têm um limite de faturamento maior (até R$ 4,8 milhões), o que as coloca em uma posição estratégica para aproveitar oportunidades em nichos mais amplos, sem perder a agilidade que negócios menores possuem.
O setor de Serviços se destaca como o grande motor desse movimento, com 61% das aberturas de novos negócios (1,7 milhão), refletindo a mudança no perfil econômico brasileiro. Com a ascensão do trabalho remoto, digitalização e novos modelos de negócio, serviços como consultoria, marketing digital, entregas e suporte técnico se tornaram extremamente demandados. É interessante notar que o setor de promoção de vendas liderou as atividades com maior número de registros, com 123,5 mil novos empreendimentos. A tendência de serviços ligados a vendas reflete a crescente digitalização do comércio e o aumento de lojas online e marketplaces.
Logo atrás, aparecem setores como:
- Comércio (25,6%): impulsionado principalmente pelo comércio varejista de roupas e acessórios (95,7 mil novos negócios);
- Indústria (7,9%): com destaque para o setor de construção e obras de alvenaria (66 mil registros);
- Transporte: serviços de transporte rodoviário de cargas somaram 71 mil novos CNPJs, mostrando a força da logística na movimentação de mercadorias no país.
Apesar do cenário promissor, abrir um negócio no Brasil ainda apresenta desafios significativos. A burocracia, os altos custos de manutenção e a necessidade de adaptação rápida a novas tecnologias são alguns dos obstáculos enfrentados pelos empreendedores. Além disso, a falta de planejamento financeiro e de gestão eficiente muitas vezes leva à falência precoce dessas empresas. Segundo pesquisas, muitos negócios fecham suas portas em até dois anos de operação por não conseguirem acompanhar a complexidade da gestão empresarial.
Aqui é onde ferramentas e soluções de gestão ganham destaque. Automatizar processos, monitorar as finanças em tempo real e integrar áreas como vendas, estoque e atendimento são elementos fundamentais para o sucesso a longo prazo. Empresas que contam com uma Plataforma de Gestão robusta conseguem manter um controle mais preciso de suas operações, tomar decisões baseadas em dados concretos e, com isso, evitar erros que podem custar caro.
Com a crescente formalização e a abertura de milhões de novos CNPJs, o empreendedorismo no Brasil está em plena expansão. No entanto, para que esses novos negócios prosperem, é crucial adotar ferramentas que facilitem a gestão e promovam a organização.
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