- Ricardo Buzzo
- 29 de setembro de 2022, às 17:31
Após nove semanas de aumento nas previsões, os economistas do mercado financeiro ajustaram para baixo a expectativa de inflação para 2024. De acordo com o relatório divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15), a nova estimativa é de que a inflação atinja 4% no próximo ano, uma ligeira queda em relação à previsão anterior de 4,02%.
A revisão para baixo nas previsões de inflação vem na esteira dos resultados positivos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho. O IPCA, que mede a inflação oficial do país, subiu 0,21% no mês, um aumento abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam uma taxa mais elevada. Este resultado indica uma desaceleração significativa em relação ao aumento de 0,46% registrado em maio.
Os números do IPCA são cruciais para entender as expectativas de inflação, pois este índice é utilizado pelo Banco Central como uma das principais referências para a formulação da política monetária. A desaceleração observada em junho é um sinal positivo de que as pressões inflacionárias podem estar diminuindo, o que influenciou a revisão das previsões para 2024.
A nova projeção de inflação de 4% para 2024 está dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central. Para 2024, a meta de inflação é de 3%, mas será considerada cumprida se o índice ficar entre 1,5% e 4,5%. Essa flexibilização do intervalo de meta permite ao Banco Central um maior espaço de manobra para lidar com choques externos e internos na economia.
Em contraste com a revisão da inflação, o mercado financeiro elevou a projeção de cotação do dólar ao final de 2024. Agora, a expectativa é que o dólar fique em R$ 5,22, um aumento de dois centavos em relação à previsão da semana anterior. Este ajuste reflete a contínua volatilidade do mercado de câmbio e a influência de fatores internacionais sobre a economia brasileira.
Desde meados de abril, o dólar vem apresentando uma trajetória de alta, atingindo seu pico no início de julho, quando alcançou R$ 5,70. Esta valorização do dólar pode ser atribuída a vários fatores, incluindo a política monetária dos Estados Unidos, que tem impactado os mercados globais, e a percepção de risco associada às economias emergentes, como a do Brasil.
A alta do dólar tem efeitos diretos sobre a inflação, já que encarece os produtos importados e pode gerar pressões adicionais sobre os preços internos. No entanto, a recente desaceleração da inflação medida pelo IPCA sugere que, até o momento, esses efeitos têm sido moderados.
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