- Alex Reissler
- 25 de agosto de 2023, às 11:15
O desperdício de matéria-prima representa um dos maiores desafios enfrentados pelas indústrias brasileiras, impactando diretamente a lucratividade e a competitividade no mercado. Segundo dados do CNI (Confederação Nacional da Indústria), perdas no processo produtivo podem comprometer até 15% dos custos operacionais de uma fábrica. A raiz desse problema frequentemente está na forma como os processos de separação e alocação de insumos são gerenciados.
A gestão de processos industriais eficiente começa com o cadastro correto das etapas produtivas e a parametrização adequada do consumo de matéria-prima. Quando uma indústria não possui controles precisos sobre quanto de cada insumo deve ser utilizado em cada produto, abre-se espaço para erros humanos, retrabalho e, principalmente, desperdício. A tecnologia surge como aliada estratégica para eliminar essas falhas e criar um ambiente de produção enxuta e sustentável.
O cadastro de processos industriais é a base para qualquer sistema de gestão eficiente. Quando uma empresa não mapeia corretamente as etapas de separação de matéria-prima, os reflexos negativos aparecem em diversos pontos da operação. Colaboradores podem retirar quantidades maiores ou menores do que o necessário, gerando sobras que se perdem ou falta de insumos que interrompem a produção.
Um estudo realizado pelo Sebrae aponta que pequenas e médias indústrias perdem, em média, 8% de sua matéria-prima por falta de controles adequados. Em indústrias de grande porte, esse percentual pode parecer menor em termos relativos, mas representa valores absolutos significativos quando consideramos o volume de produção.
A parametrização correta envolve definir com precisão a ficha técnica de cada produto, incluindo a lista de materiais (BOM - Bill of Materials), as quantidades exatas de cada componente, as perdas técnicas aceitáveis e os pontos de controle ao longo do processo. Sem esses dados estruturados em um sistema integrado, a gestão se torna reativa e baseada em estimativas, não em informações concretas.
Entre os erros mais frequentes estão a falta de atualização das fichas técnicas quando há mudanças no processo, a não consideração de perdas naturais do processo produtivo, e a ausência de versionamento das receitas de produção. Muitas indústrias ainda trabalham com planilhas desconectadas ou anotações manuais, o que dificulta a rastreabilidade e a análise de desvios.
Outro problema recorrente é a falta de integração entre o setor de engenharia de produto, que define as especificações, e o chão de fábrica, que executa a produção. Essa desconexão gera retrabalho e desperdício, pois as informações não fluem de maneira adequada entre as áreas.
Sistemas de gestão empresarial (ERP) modernos oferecem módulos específicos para a gestão de processos industriais, permitindo o cadastro detalhado de cada etapa produtiva. Essas ferramentas possibilitam criar ordens de produção automatizadas que indicam exatamente quais insumos devem ser separados, em que quantidade e em qual momento do processo.
A OGESTOR, por exemplo, oferece funcionalidades nativas de controle de produção que permitem cadastrar fichas técnicas completas, com múltiplos níveis de composição, controle de lotes e rastreabilidade total da matéria-prima. O sistema calcula automaticamente a necessidade de insumos com base nas ordens de produção, reduzindo a margem de erro humano e garantindo que apenas o necessário seja separado do estoque.
Além disso, a integração entre os módulos de estoque, compras e produção permite que a indústria tenha visibilidade em tempo real sobre a disponibilidade de materiais, evitando tanto a falta quanto o excesso de insumos no processo. Essa sincronização é fundamental para indústrias que trabalham com produção sob encomenda ou com grande variedade de produtos.
Um sistema robusto de gestão de processos industriais também permite registrar e analisar as perdas que ocorrem durante a produção. Ao parametrizar perdas técnicas aceitáveis e comparar com as perdas reais, a indústria consegue identificar desvios e atuar corretivamente.
Por exemplo, se a ficha técnica prevê uma perda de 2% no corte de chapas metálicas, mas o sistema registra perdas de 5%, isso indica um problema que pode estar relacionado ao equipamento, ao operador ou à qualidade da matéria-prima. Essa informação, quando disponível em tempo real, permite ações imediatas de correção.
Para implementar uma gestão eficiente de processos industriais, a indústria deve seguir algumas etapas fundamentais. O primeiro passo é mapear todos os processos produtivos, identificando cada etapa, os insumos utilizados, os tempos de execução e os pontos críticos de controle.
Em seguida, é necessário cadastrar essas informações em um sistema integrado, criando as fichas técnicas de cada produto. Esse cadastro deve incluir não apenas os materiais diretos, mas também os indiretos, como embalagens, etiquetas e materiais de apoio. A precisão nessa etapa é crucial para o sucesso de todo o processo.
Após o cadastro, a indústria deve treinar as equipes para utilizar o sistema corretamente, garantindo que as ordens de produção sejam seguidas à risca e que qualquer desvio seja registrado. A cultura de registro e análise de dados precisa ser disseminada em todos os níveis da organização.
A gestão de processos industriais não termina com a implementação do sistema. É fundamental estabelecer rotinas de monitoramento e análise dos indicadores de desempenho, como índice de desperdício, tempo de setup, produtividade por operador e taxa de retrabalho.
Ferramentas de Business Intelligence integradas ao ERP permitem visualizar esses dados de forma gráfica e intuitiva, facilitando a tomada de decisão. Relatórios automáticos podem ser configurados para alertar gestores quando determinados limites são ultrapassados, permitindo ações preventivas.
Indústrias que investem em tecnologia para gestão de processos industriais reportam reduções significativas no desperdício de matéria-prima. Segundo pesquisa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), empresas que adotaram sistemas integrados de gestão conseguiram reduzir perdas em até 30% no primeiro ano de operação.
Além da redução de desperdício, outros benefícios incluem maior previsibilidade na produção, redução de custos com estoque parado, melhoria no fluxo de caixa e aumento da competitividade. A rastreabilidade completa também facilita auditorias e certificações de qualidade, cada vez mais exigidas pelo mercado.
Para pequenas indústrias, a tecnologia representa a oportunidade de competir em igualdade com empresas maiores, oferecendo produtos com qualidade consistente e prazos confiáveis. Para médias e grandes indústrias, a gestão tecnológica de processos é condição essencial para manter a eficiência operacional e a margem de lucro em mercados cada vez mais competitivos.
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A gestão de processos industriais eficiente é um diferencial competitivo essencial para indústrias de todos os portes. O cadastro correto das etapas de separação de matéria-prima, aliado ao uso de tecnologia integrada, elimina desperdícios, reduz custos e aumenta a previsibilidade da produção. Investir em um sistema robusto de gestão não é mais uma opção, mas uma necessidade para quem deseja crescer de forma sustentável e lucrativa no mercado industrial brasileiro.
O cadastro de uma ficha técnica deve incluir todos os insumos necessários para produzir uma unidade do produto, com quantidades precisas, unidades de medida corretas e consideração de perdas técnicas. É importante também versionar as fichas técnicas sempre que houver alterações no processo, mantendo histórico para rastreabilidade e análise de custos ao longo do tempo.
Perda técnica é a quantidade de matéria-prima que naturalmente se perde durante o processo produtivo devido às características do material ou do método de fabricação, como aparas de corte ou evaporação. Já o desperdício é a perda evitável, causada por erros operacionais, falta de controle ou processos mal dimensionados. A gestão eficiente busca eliminar desperdícios e minimizar perdas técnicas.
Um ERP industrial integra todas as etapas do processo produtivo, desde o cadastro de fichas técnicas até o controle de estoque e emissão de ordens de produção. Ele calcula automaticamente a necessidade de insumos, registra consumos reais, identifica desvios e gera relatórios de análise. Essa automação reduz erros humanos, melhora a rastreabilidade e permite decisões baseadas em dados concretos, resultando em menos desperdício e maior eficiência.