- Alex Reissler
- 17 de outubro de 2023, às 17:01
Se você acompanha o noticiário econômico, sabe que o Brasil está prestes a passar pela maior mudança fiscal dos últimos 50 anos. A Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023) já é realidade e o relógio está correndo. Embora a implementação total pareça distante, o ano de 2026 marca o início de uma transição que vai alterar radicalmente como sua empresa precifica, vende e paga impostos.
Não é hora de pânico, mas é hora de planejamento. Neste artigo, vamos decifrar o "juridiquês" e explicar, na prática, o que muda para o caixa da sua pequena ou média empresa e por que a tecnologia será sua maior aliada nessa jornada.
O coração da reforma é a simplificação. Hoje, o empreendedor brasileiro lida com uma teia complexa de impostos federais, estaduais e municipais que se sobrepõem (efeito cascata). A reforma extingue cinco tributos principais:
Federais: PIS, COFINS e IPI.
Estadual: ICMS.
Municipal: ISS.
No lugar deles, nasce o IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado), dividido em dois:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): Gerido pela União, substituindo PIS, COFINS e IPI.
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Gerido por Estados e Municípios, substituindo ICMS e ISS.
O Impacto Real: A cobrança passará a ser não cumulativa. Isso significa que o imposto incide apenas sobre o valor que sua empresa adicionou ao produto ou serviço, permitindo descontar o que já foi pago nas etapas anteriores.
Esta é a dúvida de ouro. A princípio, o Simples Nacional foi mantido com sua tributação unificada. Porém, há uma "pegadinha" de mercado que exige atenção.
Com a nova regra de crédito tributário, as empresas maiores (seus potenciais clientes B2B) vão preferir comprar de fornecedores que geram "créditos cheios" de IBS e CBS. Se a sua empresa estiver no Simples e não permitir esse aproveitamento de crédito, você pode perder competitividade.
O empresário terá que fazer contas: será que vale a pena continuar no Simples ou migrar para o Lucro Real para não perder grandes contratos? Ter um sistema de gestão que simule esses cenários será vital para essa decisão estratégica.
Hoje, muitas empresas se instalam em cidades específicas para pagar menos ISS ou ICMS. A Reforma acaba com isso ao instituir a cobrança no destino (onde o comprador está), e não na origem (onde a empresa está).
Isso nivela o jogo, mas traz um desafio operacional gigantesco: sua empresa precisará emitir notas fiscais considerando a alíquota do município do seu cliente. Imagine vender para 50 cidades diferentes, cada uma com sua regra de transição? Fazer isso manualmente será impossível. O sistema emissor precisará identificar o CEP do cliente e calcular o imposto automaticamente no momento da venda.
Talvez a mudança mais drástica seja o Split Payment (Pagamento Dividido). No modelo atual, você vende hoje, recebe o valor cheio e paga o imposto no mês seguinte. Com a reforma, a previsão é que, ao passar o cartão ou fazer o Pix, o banco separe automaticamente a parte do imposto e a envie ao governo. O dinheiro do tributo nem passará pela sua conta.
Isso acaba com a inadimplência fiscal, mas exige que sua empresa tenha um Fluxo de Caixa extremamente organizado, pois aquele "respiro" financeiro do imposto a pagar vai desaparecer.
Diante de tantas mudanças (novas alíquotas, regras de crédito, Split Payment), a gestão manual em planilhas se tornará obsoleta e perigosa.
O Sistema de Gestão Empresarial 360º OGESTOR já está se atualizando para a realidade 2026. Nosso papel é garantir a Compliance Fiscal:
Atualização Automática: Nossos emissores (NF-e, NFC-e) são atualizados em tempo real conforme a Receita Federal libera as novas regras.
Cálculo de Impostos: O sistema calculará as alíquotas de destino automaticamente, evitando multas e erros de preenchimento.
Segurança: Integração direta com a contabilidade para que nenhuma obrigação acessória seja esquecida.
A Reforma Tributária vai premiar a eficiência. Quem estiver organizado e digitalizado sairá na frente, aproveitando créditos e precificando corretamente. Quem insistir no amadorismo terá dificuldades. Comece sua preparação hoje: organize seus cadastros, revise suas NCMs e adote um sistema de gestão robusto como o OGESTOR.